sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O CULTO SHOW!


O CULTO SHOW!

                Novas formas de culto a Deus estão surgindo. Formas que contrariam muitos princípios divinos. Um culto é formado por pensamentos espirituais dirigidos a Deus, vindos do coração pela fé; a saber: a oração, o louvor, a leitura da Bíblia, a pregação e a ceia do Senhor.

                No momento, há “evangélicos” procurando formas espetaculares de culto a Deus. Seja o método bíblico ou não, isso parece não importar. Produz resultados? Esse é o padrão para a validade dos novos cultos nas mega-igrejas, que são construídas semelhantes a enormes teatros com capacidade para milhares de pessoas ( chegam a caber 20.000!); e já há aquelas mega-igrejas que contratam diretores de cena, professores de teatro, peritos em efeitos especiais...

                Nada indica que uma igreja deva apresentar a Cristo como uma opção atraente. O evangelho na tem o objetivo de ser atraente. Frequentemente a mensagem do evangelho é perturbadora, sim:  chocante, confrontadora, produz convicção de pecado e é ofensiva ao orgulho humano! Não considere o evangelismo como uma questão de “marketing”:   “ Visto que fomos aprovados por Deus a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e, sim, a Deus que prova os nossos corações. A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos”  (I Ts 2:4-5)

                O primeiro desvio frequente na religião-show acontece no culto estético, na adoração formal  - cerimonial, simbólica, ritualística – sem realidade espiritual: “ Deus é espírito; e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:24).

                O segundo desvio frequente acontece no culto-show, que usa técnicas do mundo para agitar as emoções dos adoradores: o objetivo é causar uma ardente sensação de felicidade! Emoções exaltadas podem ser agradáveis, mas não é adoração a Deus. Será nada mais que euforia desinformada, que emocionalismo de curta duração.

                O terceiro desvio frequente é a indiferença entre o sagrado e o profano, de modo que formas mundanas de entretenimento musical são trazidas indecentemente para dentro dessas “igrejas modernas”.

                A história da igreja cristã ensina: sociedades diferentes, em épocas diferentes, não exigem mensagens diferentes. Os apresentadores de culto-show, utilizando espetáculos mundanos, estão em pecado!   As mega-igrejas tem rejeitado Tiago 4:4: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus?  Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus”.  Estamos no mundo, mas não somos do mundo ( Jo 17:14-26).

                Os três desvios frequentes, descritos acima, contradizem três princípios que brilharam muito na Reforma Protestante: O culto deve ser oferecido  “em espírito  e em verdade”  ( JO 4:24), deve vir do entendimento ( I Co 14:26), e deve ser mantido separado do mundo ( Tg 4:4) e da sua cultura decadente, que já não conhece a piedade.

                A forma aceitável de adoração a Deus não é uma questão de cultura ou gosto ou pratica de uma geração, é uma questão de obediência: a Deus Pai, a quem o culto é dirigido; a Deus Filho, em nome de quem o culto é oferecido; e a Deus Espírito Santo, por quem o culto é traduzido para a linguagem dos céus. Louvado seja o nosso Senhor!

                O evangelho deve ser pregado de forma convincente, fervorosa e clara; entretanto que a atenção seja mantida na mensagem. Afinal, o evangelho “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:16), não nos artifícios humanos, a “amigabilidade” ou as técnicas utilizadas pelas mega-igrejas nos seus cultos-show!

                “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” ( Sl 127:1). Deixemos o Senhor acrescentar pessoas a SUA igreja (At 2:47), lembrando que edificar a igreja é obra de Deus. A nossa é:  “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda  criatura” ( Mc 16:15). Cuidado com os cultos-show.

 

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